segunda-feira, 11 de julho de 2016

Professores "chatos" ou alunos que não sabem aproveitar o melhor de cada um de nossos professores?




Carina C.


É difícil imaginar como um professor pode ser tão "chato" para uns, enquanto para outros é quase um melhor amigo. Já parou para pensar que talvez o "problema" seja você? Falo por mim mesma, que em um ano não aguentava e fazia de tudo para atrapalhar a aula de algum professor e no outro ano comecei a "AMAR" o mesmo professor. O professor mudou? Certamente não... Se dermos a oportunidade de conhecer os professores como pessoa, aceitarmos suas falhas, seu jeito, e procurarmos suas qualidades, com certeza veremos o quão incrível cada um deles é. 

Antigamente (não que eu seja uma senhora idosa de 90 anos), professores eram considerados nossos "segundos pais", sendo que devíamos respeitá-los da mesma forma. Há uma grande diferença entre a época de nossos pais, nossa infância e os dias de hoje. Os alunos estão cada dia mais especializados em desrespeitar, agredir (verbalmente e, em alguns casos, fisicamente), humilhar e desmotivar os professores a continuar lecionando.

Achamos que já aprendemos o suficiente e que tudo que vai além de "ler, escrever e fazer os cálculos básicos de matemática" não nos será útil futuramente e serve apenas para nos tirar da cama cedo...

Os professores mudaram ou simplesmente se adaptaram aos alunos dos dias de hoje?

Simples gestos de reconhecimento, respeito e agradecimento não fazem mais parte da nossa rotina como alunos. 

Então, que o respeito volte a fazer parte das nossas "disciplinas" escolares. Nunca é tarde para agradecer!

"A primeira fase do saber é amar nossos professores."

- Erasmo de Roterdã


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Porto Alegre livre para ser alegre



por Jéssica Z. H.

          Gay é um adjetivo da língua inglesa que significa alegre, usado há mais de meio século também como substantivo alternativo para nomear cidadãos homossexuais. O que esperar, então, de uma cidade que tem a palavra alegre no nome, no que diz respeito ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais)?
          Se, por um lado, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) considera a capital gaúcha como um dos sete destinos gay-friendly do país, por outro, a fama de machista dos rio-grandenses é reafirmada por meio de vários episódios de homofobia. Um deles ocorreu em 2014, quando seria realizado um casamento coletivo, do qual participaria o casal Solange Rodrigues e Sabriny Benites. A cerimônia estava prevista para acontecer em um sábado, dia 13 de setembro aquele ano, no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) da cidade em Santana do Livramento.
          Nossa cidade tem como característica o bairrismo: Aquele que defende com entusiasmo os interesses de sua terra. E um desses interesses é a questão da masculinidade, que é uma herança passada de pai para filho. Contudo, apesar desse tipo de acontecimento, será que Porto Alegre é uma cidade verdadeiramente gay-friendly? O público LGBT considera que sim. O estudante Gabriel Ferraz, 19 anos, diz que, mesmo com a violência e alguns episódios de crime de homofobia, acredita que Porto Alegre seja uma capital segura para os gays. Ele conta que há boas opções de lazer, que a cidade não fica atrás de nenhuma outra, mas afirma que violência contra homossexuais existe sim e que, “dependendo do lugar, há o risco de sofrer homofobia”. Gabriel, que se assumiu aos 14 anos, também avalia que a entrada dos homossexuais no mercado de trabalho da cidade é dificultada por causa do preconceito. “Cada área tem um perfil de candidato e, se for um lugar mais descolado, a entrada é mais acessível”.
          Giovane Flores Pinheiro, 21 anos, homossexual assumida desde os 18 anos, concorda que ainda há muita violência motivada por homofobia. “Em nenhuma cidade vai ser ‘tranquilo’ se assumir, mas a gente enfrenta todos os problemas como pode, segue em frente e continua nesse processo de desconstrução com algumas pessoas. Todo e qualquer tipo de lazer é válido. Gays têm todo o direito de viver e de se divertir, como qualquer outro ser humano, independente do gênero”, fala Giovane, que conta não ter enfrentado problemas na vida profissional. “Eu, particularmente, nunca tive problemas para arrumar emprego devido à minha sexualidade. Também nunca tive problemas na faculdade por isso, mas ainda existe muito preconceito na hora de contratar uma pessoa homossexual”.
          “O mercado de trabalho ainda é muito antiquado, pois leva muito em conta, muitas vezes, a forma física, a imagem do candidato a uma vaga, não as experiências, o quanto ele quer trabalhar ou mostrar seu trabalho”, afirma Pamela Santos, 25 anos. Ela diz que não há uma cidade que seja melhor para um gay viver, que em todas é preciso ter coragem para se assumir ser aquilo que realmente é, pois não é uma escolha. “Creio que ninguém iria escolher passar por situações de preconceito e homofobia”, fala Pamela, que, por ser homossexual, já sofreu muito preconceito e até mesmo tentativas de agressões. No que diz respeito ao lazer, há lugares mais específicos no bairro Cidade Baixa, que concentra o maior público gay de Porto Alegre. “Mas a escolha depende de cada um, pois também frequentamos os mesmos lugares de heteros”, diz Pamela. 


 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Já ouviu falar na Biblioteca Padre José Auri Brand?



por Gabi Trentini


A biblioteca do Colégio Japão é conhecida como Padre José Auri Brand. Leva este nome em homenagem ao padre de Ivoti (colônia japonesa) que veio lecionar japonês no Brasil há muito tempo, porém faleceu muito jovem em um acidente de carro.
Desde 2007 a biblioteca é administrada pela Luciana Pedott, que, além de bibliotecária, é professora de Artes.
Atualmente há, em média, 15 mil volumes de livros na biblioteca.  A escola, que conta com cerca de 900 alunos, têm apenas pouco inscritos.
A biblioteca está sempre aberta para doações de livros em boas condições. Então, se você tem livros em excesso, faça uma boa ação e doe. E se você ainda não está inscrito, inscreva-se, pois como dizia Mario Quintana: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Por onde anda o Rodrigo?



por Carina C.


Na nossa segunda edição de “Por onde anda?”, fomos atrás do querido Ex-professor de matemática Rodrigo, que se disponibilizou a responder a três perguntinhas para a equipe JapaNews, contando um pouco de sua história no Japão e o que tem feito nos dias de hoje. Confere aí! 

- Rodrigo
- Ex-professor de matemática
1° Qual tem sido sua principal ocupação/passatempo nos dias de hoje?
“Atualmente estou trabalhando na TrensUrb, mas continuo estudando para outros concursos! Estou cursando engenharia cartográfica na UFRGS, cuido dos meus aquários, estudo por conta própria, entre outras atividades.”

2° O que mais marcou sua vida durante o período em que esteve no Colégio Japão?
“O que mais marcou minha vida foram as amizades que fiz com professores, alunos e outros setores da escola. Muitas dessas amizades ainda convivo durante o ano, mas menos do que gostaria.”

3° O que mais sente falta?
“O que mais sinto falta é de estar na escola com as minhas queridinhas e os meus queridinhos ‘preferidos’. Sinto também muita falta de estar em sala de aula... O que realmente sinto falta é de pessoas como os Professores Diogo, Renato, César, Leandro e Mário, que são meus amigos e não os vejo tanto quanto queria.”

Em breve novas edições do nosso “Por onde anda?” para vocês!